Recursos Humanos: Caminhos e Avanços

O que são recursos humanos? Por que é um tema forte no debate atual? E, principalmente, eles fazem a diferença?  Essencialmente, os recursos humanos são todas as pessoas presentes em uma organização, e, gradativamente, as empresas têm dado mais importância a esse assunto. 

A notabilidade crescente de expressão dos valores, das missões e, principalmente, da cultura empresarial tem uma forte relação com os debates atuais sobre qualidade de vida, direitos trabalhistas e com a necessidade da implementação e conhecimento das ferramentas relacionadas à gestão de pessoas.  

Essa concepção não inclui somente os executivos de cargos mais altos, mas se refere também aos que respondem a eles. Como apontado por uma pesquisa realizada pela Catho, em 2014, mais de 50% dos trabalhadores procuram um emprego com maior qualidade de vida, sendo um critério acima do salário. Na prática, as corporações que tomam medidas visando a englobar essa convicção, apresentam melhores desempenhos e altos números de aplicação. 

Toma-se como exemplo a Google, uma das empresas com os índices mais altos de crescimento, tanto financeiro quanto relação candidato vaga. A política aplicada é centrada nos resultados, enquanto o ambiente ofertado aos funcionários é puramente similar ao de um lar. São oferecidas alimentação, academia, zonas de relaxamento, e até lugares para dormir. Não se limitando a isso, a empresa preza pela construção de ciclos de amizade dentro da organização.   

Através deste exemplo, percebe-se a intrínseca relação entre o desempenho empresarial com a satisfação e a devida atenção aos recursos humanos. Os elementos desejáveis em um emprego deixaram de ser monetários e passaram a ser um equilíbrio entre o salário e compensações, somado ao ambiente, valores e missões da empresa. 

Analisa-se, portanto, o que levou essas mudanças acontecerem, assim como entender em que momento as motivações deixaram de ser puramente financeiras. As respostas para essas questões não simplistas, são impactadas por cada sociedade e sua cultura, relacionando-se ainda com a situação econômica do país.  

Nos Estados Unidos, por exemplo, com a crise de 2008, trabalhadores estavam aceitando qualquer tipo de serviço, em decorrência da escassez de oferta e necessidade monetária. Entretanto, com a recuperação econômica do país as empresas e os funcionários passaram a buscar um maior equilíbrio com o seu ambiente de trabalho, por uma melhor qualidade de vida.  

Como último ponto, é importante ressaltar os fatores e incentivos pessoais. Busca-se que o conjunto de todos as suas ações levem a um fim estabelecido. E por mais que essa razão seja algo intrínseco é possível dizer que estão conectadas com a sua realização e satisfação. Ou seja, mesmo apesar de uma variância cultural, tendem a envolver uma estabilização na saúde física e psicológica além da formação de laços afetivos.  

Por fim, pode-se concluir que os recursos humanos, ao caminhar dos anos e com os crescentes debates sobre work-life balance, vêm se colocando como algo de destaque na empresa. Apesar das diferenças culturais, financeiras ou de faixa-etária, eles são cada vez mais valorizados e considerados.


Por Arthur Buzato, graduando em Administração de Empresas na Fundação Getulio Vargas e Trainee na Consultoria RH Junior.