Retenção de Talentos como Propulsor da Organização

A retenção de profissionais acima da média gera um grande diferencial competitivo para as organizações, uma vez que o capital humano é a base para o desenvolvimento de uma empresa. Porém, a retenção de talentos não é uma tarefa fácil e exige planejamento, estratégia e recursos. A conservação de talentos busca garantir que profissionais de qualidade permaneçam na organização pelo maior tempo possível, reduzindo o turnover. Em empresas reconhecidas pelas políticas de preservação de colaboradores, um talento é o funcionário que abraça a cultura organizacional e atua com alta performance, ou seja, alcançando as metas estipuladas.

Mas, como reter um talento em uma organização? Motivação é a palavra-chave. Um profissional engajado tende a realizar seu trabalho da melhor maneira possível, acreditando no propósito por trás das suas tarefas e, assim, sentindo-se motivado para continuar na organização. O estabelecimento de uma política de remuneração adequada ainda é um dos maiores estímulos e pode ser um diferencial, principalmente para pequenas e médias empresas. O Plano de Salários e Benefícios, valoriza os funcionários de acordo com suas aptidões e talentos, motivando-os a investirem no seu desenvolvimento profissional. O plano é personalizado de acordo com a média do setor e as possibilidades de pagamento da empresa. A organização não é sobrecarregada financeiramente, pelo contrário: o turnover é reduzido, acarretando na diminuição dos gastos relacionados aos colaboradores, uma vez que a demissão e a contratação de um novo funcionário envolve custos maiores do que o investimento no desenvolvimento de talentos.

Outro ponto importante é promover na empresa um clima organizacional agradável, que favorece um bom relacionamento entre os colaboradores e a harmonia no ambiente empresarial. Quando uma equipe está alinhada e trabalhando na mesma direção de forma colaborativa, realiza suas tarefas com qualidade e no prazo adequado. O Sistema de Bonificação é uma ferramenta que pode impulsionar o engajamento e a produtividade dos colaboradores e das equipes. A bonificação é uma recompensa monetária,  que trabalha com o regime de metas, ou seja, se a meta é atingida o colaborador recebe um bônus e sua definição pode se dar de acordo com o desempenho individual ou da equipe. A bonificação em grupo é interessante, já que a maior parte das tarefas em uma empresa se dão através do trabalho em equipe, que, atualmente, é uma competência fundamental para a maioria dos cargos de uma organização. Quando definida para a equipe, a ferramenta promove a harmonia e a motivação do time, gerando um espírito de equipe e não de competitividade entre os membros. Porém, a bonificação de acordo com o desempenho individual também é importante, visto que incentiva o colaborador a alcançar suas metas individuais e, dessa forma, ambos os tipos podem coexistir, potencializando o comprometimento dos funcionários.

Um fator importante que serve como base para o Sistema de Bonificação são indicadores que mensuram o desempenho dos colaboradores, uma vez que a bonificação será voltada para o time e/ou funcionário que obteve a melhor performance. Com isso, para que a aplicação da bonificação seja justa, é relevante que a empresa possua uma Avaliação de Desempenho bem estruturada. Essa ferramenta visa identificar, diagnosticar e analisar o comportamento do colaborador ou da equipe durante um certo intervalo de tempo, analisando sua postura profissional, conhecimento técnico, relação com os colegas de trabalho, entre outras características. A estruturação da Avaliação de Desempenho requer cuidados e atenção: ela deve estar ligada aos valores da organização e deve fazer sentido para o cargo avaliado, pois, caso não faça, o funcionário poderá ser prejudicado.

A peça chave para a retenção de talentos é a motivação dos colaboradores. O Plano de Salários e Benefícios colocado em prática junto com o Sistema de Bonificação torna-se um diferencial competitivo para a empresa, resultando na atração de profissionais acima da média, como na retenção dos mesmos. Além da diminuição dos gastos relacionados a mão de obra, os talentos passam a ser um ativo significativo para a organização.

Por Gabriela Gabriotti, graduanda em administralção de empresas na Fundação Getulio Vargas e consultora na Consultoria RH Junior.