O DNA das organizações: uma chave para a sustentabilidade nas relações das empresas

Ideologia é um conjunto de ideias que constituem os objetivos primordiais do indivíduo, expectativas e ações, sejam econômicas, sociais ou políticas. Essas ideologias se estendem por toda vida destes, inclusive no mercado de trabalho.

Vendo por outro lado, as empresas também possuem suas ideologias: são elas sua identidade organizacional, o “DNA da empresa” – a missão, a visão e os valores. Para conquistar seu “pote de ouro”, as empresas precisam de ideais alinhados com os de seus funcionários. Mas, como conquistar essa árdua missão, visto a diversidade de ideologias presentes no mercado de trabalho?

Primeiramente, a organização tem que ter claro sua identidade organizacional. Segundo Allan Kaplan, do Communnity Development Resources Association – CDRA da África do Sul, a primeira condição para uma organização capacitada, o pré-requisito sobre o qual todas as outras capacidades são construídas, é o desenvolvimento de uma estrutura conceitual que reflita o entendimento do mundo por aquela organização. Assim, é essencial que a organização tenha claro e fortificado internamente sua cultura e visão de mundo. Só dessa forma conseguirá transparecer sua identidade e ideologias, o que resultará na atração de funcionários que espelham e se identificam com esses valores.

Assim, com esses funcionários que se identificam e espelham o DNA da organização, haverá a garantia de que a força motora da empresa está motivada e caminha para resultados positivos. Segundo Humphreys e Brown (2002), tal identificação ocorre se o indivíduo percebe uma conexão positiva entre a identidade pessoal e a identidade da organização. Nessa linha, existe a construção de um “eu organizacional”: a percepção de si mesmo como membro da organização, como parte dos passos para uma empresa bem-sucedida.

Entretanto, apesar dessa visão comum no âmbito profissional, os membros das organizações possuem ideais pessoais e formas peculiares de expressá-los, seus “perfis”. Essas duas vertentes, pessoal e profissional, são uma linha tênue muito complexa de ser separada. Sendo assim, qual o papel da organização em lidar com essas diferenças de ideais considerados pessoais?

Primeiramente, é preciso estar intrínseco na organização um ambiente de respeito a pensamentos divergentes. Partindo desse princípio, é responsabilidade de todos promoverem um clima organizacional favorável. Acima de tudo, é importante líderes e uma equipe de RH atentos aos diferentes perfis e formas de expressão de tais ideologias.

A organização conhecer e expressar de forma concisa seu “DNA” é o primeiro passo para lidar com as possíveis diferenças: ao possuir o “pote de ouro” comum entre todos da empresa, caminhar para conquistá-lo e atrair funcionários alinhados com os ideais da empresa se tornam processos mais naturais. Afinal, a única força motor que fará com que a empresa conquiste seu “pote de ouro” são justamente seus próprios membros.

Por Lara Lopez, graduando em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e diretora institucional na RH Junior Consultoria